Evolução dos EPIs

Atualização de normas e novas matérias-primas proporcionam alto desempenho ao capacete

Inspirado pelas proteções utilizadas por soldados nas guerras medievais, o capacete de segurança para uso na indústria configurou-se como equipamento elementar à segurança do trabalhador. No Brasil, em 1983 ocorria o primeiro grande feito na evolução do equipamento: a NBR 8221, modificada em 2003 e hoje em fase de reavaliação. A atual revisão da norma compreende o aperfeiçoamento do Equipamento de Proteção Individual, desenvolvido em materiais cada vez mais resistentes, leves e confortáveis.

Fazendo uma viagem no tempo, encontra-se um objeto que marca os primórdios do que hoje se caracteriza como um EPI  capaz de prevenir acidentes ocupacionais relacionados a impactos, choques elétricos e fontes geradoras de calor. Trata-se do elmo, uma proteção feita em couro, ferro e malha, utilizada no ambiente bélico para defender a cabeça do soldado em guerras antigas e medievais.

Conforme relata João Corder, especialista avançado sênior do Serviço Técnico da 3M do Brasil e ex-coordenador da Comissão de Estudos de Capacetes do CB-32 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), outro tipo importante a ser citado na evolução do capacete é o chamadopickelhaube. Este ­modelo, confeccionado em couro envernizado, com ponteira e guarnições metálicas, era usado pelos militares, bombeiros e policiais a­lemães durante os séculos 19 e 20. "O desenho do pickelhaube teve influência sobre outros modelos de capacetes que per­duram até os dias de hoje", afirma Corder.

No Brasil, há exatos 30 anos foi escrita, aprovada e colocada em vigor a primeira norma nacional acerca do capacete de segurança. "A NBR 8221 foi baseada na norma norte-americana ANSI(American National Standards Institute) e utilizava uma placa de alumínio tipo brinell no topo da cabeça de ensaio para avaliar a força de impacto", conta o especialista.

Em 2002, a NBR 8221 passou por uma revisão, finalizada em 2003, em que foram introduzidas as possibilidades de uso de equipamentos mais modernos para avaliar as forças de impacto. Segundo Corder, que na época coordenou todo o pro­cesso de revisão, também estavam em pauta discussões sobre as diretrizes para a inclusão da metodologia de avaliação da qualidade estabelecida pelo RAC (Regulamento de Avaliação da Conformidade), que incluiu a certificação dos laboratórios e dos processos de produção.

Mudanças

Os capacetes de segurança foram os pri­meiros EPIs a serem certificados com o selo do Inmetro. Pu­blicada no dia 19 de maio de 2008, a Portaria Inmetro nº 142 aprovou o RAC para este item de proteção. Para a sua efetivação, o Instituto se baseou na me­todologia padrão de avaliação, somando-a com as necessidades dos capacetes de segurança para uso na indústria.


EVOLUÇÃO DOS EPIs
Proteção vital

REPORTAGEM DE 
Camila Veiga

FONTE
protecao.com.br

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