Amianto - Divergência Nacional

Data: 08/01/2013 / Fonte: Revista Proteção 

Aos 15 anos de idade o hoje aposentado Ivo Santos, de 76, teve pela primeira vez contato com o amianto. O ano era 1952 e o adolescente conseguiu seu primeiro emprego como modelador na primeira fábrica brasileira da Eternit do Brasil, a Cimento Amianto S.A., localizada em Osasco, São Paulo. Foram 33 anos de trabalho. Destes, pelo menos 18 expostos ao amianto sem qualquer proteção, como recorda Santos.

"A empresa começou a fornecer algum equipamento de segurança a partir da década de 1970, mas nós não tínhamos conhecimento sobre os malefícios do pó branco que tomava conta da fábrica", lembra. As mais de três décadas de exposição fizeram com que o aposentado adquirisse asbestose, doença pulmonar causada pela aeração do pó de amianto. Além disso, ele até hoje acompanha com tristeza a morte de dezenas de colegas, vítimas do asbesto.

O relato de Santos faz coro com o de milhares de trabalhadores no Brasil e no mundo que têm se manifestado contra o amianto. Há pelo menos 30 anos prevencionistas de todo o mundo vêm alertando sobre os malefícios da fibra para a saúde dos trabalhadores. Não é à toa que 66 países baniram o seu uso. Acompanhando o movimento mundial pelo banimento, há uma luta incansável para proibir o uso, a produção e a comercialização do amianto no país. Por outro lado, pesquisadores e estudiosos, alguns que inclusive atuam na área de Saúde e Segurança do Trabalho, garantem que é possível estabelecer um limite de tolerância seguro para o uso controlado da fibra e medidas preventivas que não prejudiquem a saúde dos trabalhadores.

Ao longo da reportagem você vai conhecer a história dos embates que se desenvolveram em torno do assunto, os argumentos e as divergências entre prevencionistas, e até entre trabalhadores e quais as perspectivas futuras para essa luta que, embora antiga, parece que está recém começando.

 

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